A disputa do Novo por vagas na Câmara dos Deputados em Mato Grosso apresenta uma diferença expressiva no patrimônio declarado pelos candidatos. Juntos, os nove integrantes da chapa informaram à Justiça Eleitoral possuir R$ 10,88 milhões em bens, mas a maior parte desse valor está concentrada em apenas dois nomes.
Professor Haroldo e o advogado Carlos Dorilêo Jr. reúnem, sozinhos, cerca de R$ 9 milhões. O montante corresponde a aproximadamente 83% de todo o patrimônio informado pelos candidatos do partido.
Professor Haroldo aparece no topo da lista, com R$ 5,03 milhões declarados. A maior parte do patrimônio está em um imóvel residencial avaliado em R$ 5 milhões. Além da casa, ele informou possuir um veículo de R$ 30 mil.
Dorilêo Jr. aparece logo depois, com R$ 4,02 milhões. Entre os bens registrados estão cinco imóveis — duas casas e três terrenos — e dois veículos. Somente os terrenos representam R$ 1,555 milhão do patrimônio informado pelo candidato.
Outro nome que chama atenção na composição da chapa é o pecuarista conhecido eleitoralmente como “Bolsonaro da Shopee”. A declaração apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral aponta patrimônio de R$ 542.207,88.
O maior item da relação são quotas ou quinhões de capital, avaliados em R$ 450 mil. O candidato também declarou um apartamento de R$ 89.472,80 e um terreno no valor de R$ 2.735,08.
Embora utilize o nome político associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não consta na declaração eleitoral apresentada qualquer patrimônio pertencente ou compartilhado com Bolsonaro.
A lista também inclui candidatos com patrimônios na faixa de centenas de milhares de reais.
A advogada Doutora Débora informou R$ 542.841,39. Entre os bens aparecem uma cota hereditária em imóveis, um terreno, uma casa e recursos mantidos em contas e investimentos, incluindo criptoativos.
O corretor de imóveis Vinicius Santana declarou R$ 450 mil. A maior parte está concentrada em uma casa avaliada em R$ 400 mil, além de um veículo de R$ 50 mil.
O vereador Caio Cordeiro informou R$ 300 mil em bens. A declaração inclui uma residência de R$ 235 mil, um consórcio não contemplado de R$ 50 mil e R$ 15 mil em dinheiro.
Na outra extremidade da lista estão três candidatos que informaram não possuir bens no momento do registro eleitoral.
São eles Carequinha, corretora de imóveis; Cabo Menegatti, policial militar; e Gal Rodrigues, servidora pública municipal.
Com isso, os valores declarados pelos candidatos variam de patrimônio zerado a mais de R$ 5 milhões.
O levantamento mostra que a composição patrimonial da chapa é bastante desigual. Embora nove candidatos estejam na disputa, os dois maiores declarantes concentram a maior parte dos R$ 10,885 milhões informados ao Tribunal Superior Eleitoral.
A declaração de bens faz parte do processo de registro das candidaturas e serve para informar à Justiça Eleitoral o patrimônio declarado por cada concorrente. Os valores são aqueles apresentados pelos próprios candidatos no momento do registro e podem sofrer alterações conforme eventuais atualizações no sistema eleitoral.



