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POLÍTICA Quinta-feira, 23 de Julho de 2026, 09:24 - A | A

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"NÃO VOU COBRAR NADA"

Fagundes reage a possível aceno de Michelle a Pivetta e aposta em unidade do PL

Candidato do PL ao Governo de Mato Grosso diz confiar no alinhamento da ex-primeira-dama

Tangará Online
Redação
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João Vieira

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O senador Wellington Fagundes (PL), candidato ao Governo de Mato Grosso, minimizou a possibilidade de a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) declarar apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que busca a reeleição. A manifestação ocorreu durante a convenção estadual do Partido Liberal que confirmou seu nome na disputa pelo Palácio Paiaguás.

Questionado sobre a possibilidade de Michelle aparecer em um vídeo apoiando o atual governador, Fagundes afirmou que espera uma postura alinhada às decisões da legenda e citou a atuação dela como uma das principais lideranças nacionais do PL.

“Michelle é uma grande liderança. Espero que ela esteja com Flávio Bolsonaro e com todos os candidatos do PL”, afirmou o senador.

Fagundes disse ainda que já recebeu manifestações de apoio da ex-primeira-dama e destacou que não pretende cobrar posicionamentos além do que considera natural dentro da estrutura partidária.

“Eu não vou exigir de ninguém mais do que deve”, declarou.

Durante a entrevista, o candidato relembrou uma disputa eleitoral anterior para defender que o peso de uma liderança política nem sempre é determinante para conquistar votos. Ele contou que, em uma campanha passada, optou por utilizar no programa eleitoral o depoimento de um eleitor comum, identificado como seu Luiz, de Pedra Preta, em vez das declarações gravadas por autoridades.

Segundo Fagundes, a fala do eleitor teve maior repercussão entre o público.

O senador também comentou as articulações que envolvem uma possível aproximação entre Pivetta e setores ligados ao grupo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para ele, houve movimentações para retirar o PL da disputa estadual e construir uma candidatura única.

Fagundes afirmou que o partido resistiu às pressões e decidiu manter candidatura própria em Mato Grosso.

“Até a Copa do Mundo não se aceita ganhar por WO. Nós vamos disputar a eleição”, disse.

A declaração ocorre em meio a uma disputa de bastidores pela influência do eleitorado ligado à direita no Estado. Enquanto Fagundes aposta na força do PL e na ligação com a estrutura nacional da sigla, Pivetta busca ampliar alianças para consolidar seu projeto de continuidade no Governo de Mato Grosso.


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