Apontado como responsável pelo setor financeiro do Comando Vermelho em Mato Grosso, Paulo Winter Paelo Farias, conhecido como “W.T.”, voltou a ser preso durante uma operação deflagrada nesta quinta-feira (30). Mesmo já estando no sistema prisional, ele foi alvo de um novo mandado de prisão preventiva por suspeita de continuar exercendo funções de liderança dentro da organização criminosa.
Além dele, a advogada Dayane Karol Moreira também foi presa durante a ação, que cumpriu ordens judiciais contra integrantes e colaboradores investigados por envolvimento em organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina, além do Rio de Janeiro.
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A investigação é uma nova etapa de apurações que já haviam resultado em outras operações. Segundo os investigadores, a análise de mensagens e dados extraídos de dispositivos eletrônicos indicou que a estrutura criminosa permaneceu em funcionamento mesmo após ações anteriores, mantendo divisão de tarefas, responsáveis pela movimentação financeira e estratégias para ocultação de patrimônio.
De acordo com a investigação, W.T. continuava atuando como uma espécie de gestor financeiro da facção mesmo recolhido em uma unidade prisional. As informações obtidas apontam que ele teria participado de cobranças, autorizado repasses de valores, acompanhado planilhas financeiras e orientado integrantes que estavam fora do sistema prisional.
Os investigadores também identificaram movimentações que indicariam a continuidade da comunicação clandestina. Conforme o levantamento, um mesmo chip telefônico atribuído ao suspeito teria sido utilizado em diferentes aparelhos celulares ao longo de meses, em uma possível tentativa de dificultar o rastreamento das conversas.
Além das prisões, a Justiça determinou medidas para atingir o patrimônio relacionado aos investigados. Foram autorizados bloqueios financeiros de até R$ 15,3 milhões e o sequestro de imóveis e veículos avaliados em cerca de R$ 17,2 milhões.
Entre os bens identificados estão imóveis de alto padrão em Mato Grosso e Santa Catarina, terrenos e veículos. A medida tem como objetivo impedir a movimentação de valores e bens que, segundo a investigação, podem ter origem em atividades ilícitas.
A apuração também aponta que outros integrantes da organização criminosa continuavam atuando em áreas como administração financeira, ocultação de patrimônio e suporte às atividades do grupo.
O nome da operação faz referência à suposta repetição das práticas criminosas e à capacidade de reorganização da estrutura investigada após ações anteriores das forças de segurança. O caso segue sob investigação.



