A investigação sobre a conduta de um professor universitário e maestro, de 47 anos, resultou na conclusão de dois inquéritos que apuraram denúncias feitas por três mulheres vinculadas a atividades acadêmicas e musicais de uma universidade pública de Cuiabá.
Um dos procedimentos investigou uma denúncia de assédio sexual contra uma estudante de música, de 21 anos, que participava de um projeto de extensão coordenado pelo professor. Durante a apuração, familiares, colegas da vítima e outras pessoas relacionadas ao ambiente universitário foram ouvidos.
Segundo a investigação, os relatos reunidos indicaram abalo emocional da estudante e apontaram comportamentos considerados invasivos e abordagens diferenciadas por parte do investigado. O professor negou as acusações apresentadas.
Ao final da apuração, foram identificados elementos que, segundo a investigação, indicariam a prática do crime de assédio sexual. O docente foi indiciado com base no artigo 216-A do Código Penal.
Outro inquérito analisou uma denúncia envolvendo duas musicistas, de 23 e 39 anos, que teriam sido chamadas pelo professor para uma reunião antes de um ensaio realizado no departamento de Artes da instituição.
Conforme a apuração, durante o encontro, o professor teria pedido que as duas mulheres conversassem com a estudante envolvida no primeiro caso para tentar convencê-la a retornar às atividades do projeto musical.
Ainda segundo a investigação, durante a conversa, o professor teria permanecido em frente à porta da sala, impedindo a saída das duas mulheres por alguns minutos. Após conseguirem deixar o local, elas teriam procurado apoio em outro espaço da universidade, onde foram encontradas abaladas emocionalmente.
O professor também negou ter restringido a liberdade das duas musicistas e afirmou que a reunião tratava apenas de assuntos relacionados ao projeto musical.
Nesse segundo caso, a investigação apontou indícios da prática de constrangimento ilegal, previsto no artigo 146 do Código Penal, e o professor foi indiciado pelo crime.
Os dois procedimentos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis. A apuração sobre o suposto assédio sexual foi enviada em janeiro de 2026, enquanto o segundo inquérito foi concluído e encaminhado em junho do mesmo ano.



