O delegado responsável pelo caso afirmou que a versão apresentada por Claudinei da Silva, de 42 anos, preso pela morte da filha Olga Beatriz Santos da Silva, de 12 anos, em Várzea Grande, levanta dúvidas e não explica a gravidade da violência praticada contra a adolescente. (Veja vídeo no final da matéria)
De acordo com o suspeito, as agressões teriam ocorrido após ele encontrar mensagens trocadas pela filha com um menino por meio das redes sociais. Para o delegado, no entanto, a justificativa é considerada incomum e incompatível com a reação extrema relatada durante as investigações.
Segundo a autoridade responsável pelo inquérito, situações semelhantes costumam ser resolvidas por meio de diálogo e orientação, o que torna a motivação apresentada ainda mais questionável.
Diante das circunstâncias do crime, foram solicitados exames periciais para aprofundar a apuração dos fatos. Entre as medidas adotadas está a realização de análises que poderão esclarecer se houve algum outro tipo de violência contra a vítima.
O delegado ressaltou que a medida tem caráter investigativo e busca garantir que todas as hipóteses sejam avaliadas com base em elementos técnicos e provas periciais.
Conforme os levantamentos iniciais, familiares estranharam a falta de informações sobre o paradeiro da adolescente e encontraram Olga caída dentro da residência. Ela ainda apresentava sinais vitais e foi encaminhada para atendimento médico, mas não resistiu.
O caso foi enquadrado como feminicídio. De acordo com o entendimento da investigação, as agressões praticadas indicam que o suspeito tinha consciência do risco de provocar a morte da própria filha.
Os resultados dos laudos periciais deverão auxiliar na definição da causa da morte e no esclarecimento completo das circunstâncias que levaram ao crime.
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