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POLÍCIA Sexta-feira, 09 de Outubro de 2026, 11:29 - A | A

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CASO BRENO

Morte de professor em Várzea Grande pode ter sido motivada por conflitos pessoais

Delegado afirma que professor e suspeito mantinham contato frequente

Tangará Online
Redação

Reprodução

breno

As mensagens enviadas pelo celular do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, depois que ele desapareceu estão entre os pontos investigados pela Polícia Civil para esclarecer o assassinato do jovem em Várzea Grande. Os familiares desconfiaram das conversas porque a escrita era diferente da forma habitual de comunicação do professor.

Breno foi encontrado morto na noite de quinta-feira (08), em uma área de difícil acesso no bairro 13 de Setembro. A investigação também busca esclarecer a relação dele com Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, que está preso temporariamente e é suspeito de envolvimento no crime.

Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, há indícios de que os dois mantinham contato frequente havia bastante tempo. A polícia considera a possibilidade de que o assassinato tenha relação com conflitos pessoais ou ciúmes, mas ressalta que ainda não há uma motivação confirmada.

Durante o período em que Breno estava desaparecido, familiares receberam mensagens pelo WhatsApp do professor. O conteúdo despertou desconfiança, principalmente pela maneira como as respostas eram escritas.

Questionado pelos investigadores, Elias negou ter utilizado o aparelho para enviar as mensagens e atribuiu a ação a outra pessoa. A Polícia Civil trabalha agora para identificar quem teve acesso ao telefone e esclarecer em quais circunstâncias as conversas foram realizadas.

A análise dos celulares apreendidos deverá ajudar a verificar a autoria das mensagens e estabelecer possíveis conexões com o desaparecimento e a morte do professor.

Outro aspecto que ganhou importância durante as diligências foi o vínculo entre Breno e Elias. Inicialmente, o suspeito afirmou que conhecia o professor apenas de vista. No entanto, informações repassadas pelo irmão da vítima indicaram a existência de conversas extensas entre os dois.

O delegado confirmou que esse histórico está sendo considerado na apuração. A possibilidade de motivação passional foi levantada, mas a polícia ainda não confirmou a existência de um relacionamento amoroso entre os envolvidos.

As autoridades também investigam possíveis indícios da participação de outras pessoas. Para não comprometer as diligências, detalhes sobre essa linha de investigação permanecem sob sigilo.

A localização de Breno ocorreu depois que Elias, preso na região do Lago do Manso, indicou aos policiais onde o corpo estava. O jovem havia desaparecido em 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande.

Imagens de câmeras de segurança e outros elementos técnicos também estão sendo analisados para reconstruir os últimos deslocamentos do professor e esclarecer o que aconteceu antes de sua morte.

A causa da morte depende dos exames periciais. A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do crime, a possível motivação e a eventual participação de outros envolvidos.

Até o momento, a hipótese de ciúmes permanece apenas como uma das linhas investigativas, sem confirmação oficial sobre o que levou ao assassinato.


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