Uma operação resultou na prisão de três homens e na apreensão de mais de 900 quilos de pescado ilegal na tarde dessa terça-feira (02), na região da Ponte Sérgio Motta, entre Cuiabá e Várzea Grande. A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), que desarticulou um esquema de captura, beneficiamento e comercialização de espécies nativas proibidas pela Lei do Transporte Zero. (Veja vídeo no final da matéria)
Durante a operação, os policiais apreenderam exemplares de pintado, piraputanga, pacupeva e dourado, espécies cuja captura, transporte e comercialização seguem proibidos em Mato Grosso. As investigações tiveram início após denúncias anônimas e vídeos enviados por moradores, que mostravam práticas de pesca predatória no Rio Cuiabá.
Após semanas de monitoramento, os investigadores identificaram um dos principais suspeitos do esquema. Ele foi flagrado recebendo carregamentos de pescado irregular e acabou preso em flagrante.
Na sequência, os policiais seguiram até uma residência utilizada como centro de armazenamento e processamento dos peixes. No local, foram encontrados 232 quilos de pescado, além de freezers, balanças, celulares, agendas com registros comerciais e materiais usados na fabricação de redes de pesca.
Segundo a informação, o imóvel funcionava como uma espécie de entreposto clandestino. O suspeito recebia peixes capturados ilegalmente por diversos fornecedores, realizava o beneficiamento dos produtos e distribuía o pescado para revenda.
As investigações também chegaram a uma tradicional banca de peixes localizada na Feira do Praeirinho, em Cuiabá. Conforme apurado pela Dema, o estabelecimento estaria fornecendo notas fiscais em branco para dar aparência de legalidade ao pescado obtido de forma irregular.
Durante a fiscalização, os policiais encontraram exemplares de piraputanga escondidos entre peixes autorizados para comercialização. O proprietário da banca foi preso após a constatação das irregularidades.
De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, a descoberta confirmou suspeitas que vinham sendo investigadas há semanas e revelou uma estrutura organizada voltada à comercialização clandestina de espécies protegidas.
Todo o material apreendido será submetido à perícia, que deverá auxiliar na identificação de outros envolvidos e no aprofundamento das investigações sobre o esquema criminoso.
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