19 de Outubro de 2026

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POLÍCIA Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 10:46 - A | A

Segunda-feira, 19 de Outubro de 2026, 10h:46 - A | A

OPERAÇÃO AD REM

Chácara negociada por R$ 180 mil entra na mira de investigação sobre patrimônio de facção

Operação investiga suspeita de ocultação de patrimônio ligado a facção criminosa, inclui uma chácara negociada por R$ 180 mil e prevê nova prisão preventiva de investigado apontado como responsável pelas finanças do grupo

Tangará Online
Redação

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a Operação Ad Rem, para cumprimento de ordens judiciais com foco na descapitalização de uma facção criminosa e no sequestro judicial de patrimônio relacionado às atividades ilícitas. 

Na operação, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sequestro de cinco imóveis e uma prisão preventiva, medidas decretadas pela Justiça, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco). 

Desdobramento da Operação Ruptura CPX, deflagrada em março deste ano, a fase patrimonial alcança quatro imóveis em Várzea Grande e uma chácara na região do Rio dos Peixes, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães. 

As investigações identificaram indícios de utilização de familiares e terceiros para ocultação patrimonial, incluindo imóveis explorados comercialmente e uma propriedade rural negociada por aproximadamente R$ 180 mil, com pagamento de R$ 100 mil em espécie.

A operação também envolve a nova decretação da prisão preventiva de um investigado apontado como gerente do tráfico e responsável pela arrecadação e administração financeira da facção. Preso na Operação Ruptura CPX, ele obteve posteriormente a revogação da prisão preventiva, quando sua defesa sustentou que seria apenas um “laranja”, utilizado por terceiros para movimentações financeiras.

Com o avanço das investigações, surgiram indícios de que ele também atuava no controle de estoques, na distribuição de entorpecentes, na gestão de pontos de tráfico e no controle financeiro de outros integrantes. A análise identificou ainda cerca de R$ 661 mil em movimentações financeiras relacionadas às atividades investigadas em um dos períodos examinados.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Anteno Junior Pimentel Marcondes, a Operação Ad Rem reforça a estratégia da Polícia Civil de atingir as estruturas financeiras e patrimoniais das facções criminosas. “As novas medidas judiciais buscam impedir que recursos provenientes de atividades ilícitas sejam preservados ou reinvestidos no crime organizado”, explicou o delegado.


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