A investigação sobre o atropelamento que matou o motociclista Paulo Messias Simão da Costa, de 23 anos, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, foi encerrada pela Polícia Civil. O motorista da BMW envolvida no caso, Hercílio Junior Freitas Cordeiro, de 22 anos, foi indiciado por quatro crimes relacionados às duas colisões registradas naquela madrugada.
De acordo com a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o veículo estava a 177 km/h quando foi registrado por um radar da avenida. A velocidade permitida no trecho é de 50 km/h.
A apuração também aponta que o motorista não tinha CNH e havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir.
Segundo os investigadores, a ocorrência não começou com o atropelamento que matou Paulo Messias. Antes dele, outro motociclista já havia sido atingido pelo mesmo veículo.
A vítima sobreviveu, mas, conforme o inquérito, o motorista não teria parado para prestar atendimento e continuou seguindo pela avenida. Na sequência, ocorreu a colisão que matou Paulo Messias.
Por causa da primeira ocorrência, Hercílio foi indiciado por homicídio doloso tentado, além de fuga do local e omissão de socorro. Pela segunda colisão, que terminou com a morte do jovem, a Polícia Civil atribuiu a ele homicídio doloso consumado, também acompanhado das acusações de fuga e omissão de socorro.
Depois da colisão fatal, o motorista deixou o carro próximo à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e fugiu.
Posteriormente, ele compareceu à Delegacia de Delitos de Trânsito acompanhado de um advogado e prestou depoimento. Durante o andamento da investigação, a Justiça determinou a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida.
O inquérito foi protocolado no sábado (12) e encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A partir da análise do material produzido pela Polícia Civil, o órgão poderá decidir se apresenta denúncia contra o investigado.
A eventual denúncia ainda precisará ser analisada pela Justiça. Até uma decisão judicial definitiva, o homem é considerado investigado e tem direito à ampla defesa e ao contraditório.
Se houver condenação por todos os crimes apontados pela investigação, a soma das penas máximas previstas para as acusações pode ultrapassar 37 anos de prisão.



