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GERAL Quinta-feira, 17 de Setembro de 2026, 11:56 - A | A

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SEGUE PRESO

Motorista de BMW é indiciado após atropelar dois motociclistas e abandonar carro 

Inquérito aponta velocidade de 177 km/h e duas vítimas atingidas em sequência

Lucas Leite
Tangará Online
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Reprodução

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A investigação sobre o atropelamento que matou o motociclista Paulo Messias Simão da Costa, de 23 anos, na Avenida Isaac Póvoas, em Cuiabá, foi encerrada pela Polícia Civil. O motorista da BMW envolvida no caso, Hercílio Junior Freitas Cordeiro, de 22 anos, foi indiciado por quatro crimes relacionados às duas colisões registradas naquela madrugada.

De acordo com a Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), o veículo estava a 177 km/h quando foi registrado por um radar da avenida. A velocidade permitida no trecho é de 50 km/h.

A apuração também aponta que o motorista não tinha CNH e havia consumido bebida alcoólica antes de dirigir.

Segundo os investigadores, a ocorrência não começou com o atropelamento que matou Paulo Messias. Antes dele, outro motociclista já havia sido atingido pelo mesmo veículo.

A vítima sobreviveu, mas, conforme o inquérito, o motorista não teria parado para prestar atendimento e continuou seguindo pela avenida. Na sequência, ocorreu a colisão que matou Paulo Messias.

Por causa da primeira ocorrência, Hercílio foi indiciado por homicídio doloso tentado, além de fuga do local e omissão de socorro. Pela segunda colisão, que terminou com a morte do jovem, a Polícia Civil atribuiu a ele homicídio doloso consumado, também acompanhado das acusações de fuga e omissão de socorro.

Depois da colisão fatal, o motorista deixou o carro próximo à Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá e fugiu.

Posteriormente, ele compareceu à Delegacia de Delitos de Trânsito acompanhado de um advogado e prestou depoimento. Durante o andamento da investigação, a Justiça determinou a prisão preventiva do investigado, que foi cumprida.

O inquérito foi protocolado no sábado (12) e encaminhado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A partir da análise do material produzido pela Polícia Civil, o órgão poderá decidir se apresenta denúncia contra o investigado.

A eventual denúncia ainda precisará ser analisada pela Justiça. Até uma decisão judicial definitiva, o homem é considerado investigado e tem direito à ampla defesa e ao contraditório.

Se houver condenação por todos os crimes apontados pela investigação, a soma das penas máximas previstas para as acusações pode ultrapassar 37 anos de prisão.


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