A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre deste ano, alcançando o menor resultado para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma melhora em relação ao primeiro trimestre, quando a taxa de desocupação estava em 6,1%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice era de 5,8%, também houve redução.
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Apesar do desempenho positivo no mercado de trabalho, a renda dos trabalhadores apresentou retração. O rendimento médio real mensal de todos os trabalhos caiu 1,5% entre abril e junho, passando de R$ 3.795 para R$ 3.738. Ainda assim, o valor permanece 2,8% acima do registrado no segundo trimestre do ano passado.
O levantamento aponta que o número de pessoas desempregadas recuou 10,9% na comparação com os três primeiros meses do ano, chegando a 5,861 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, a queda foi de 6,3%.
O total de pessoas ocupadas também cresceu. O país encerrou o segundo trimestre com 103,057 milhões de trabalhadores, alta de 1,1% frente ao trimestre anterior e de 0,7% na comparação anual.
O avanço da ocupação, porém, foi impulsionado principalmente pelo aumento de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado. Esse grupo cresceu 2,2% entre abril e junho, enquanto o número de empregados com carteira assinada avançou 0,6% no mesmo período.
Na avaliação de especialistas, o mercado de trabalho continua aquecido, mas apresenta sinais de desaceleração diante dos efeitos acumulados da política de juros elevados dos últimos anos. Para economistas, a tendência é de moderação gradual da geração de empregos ao longo dos próximos meses.
O desempenho do mercado de trabalho também permanece no radar do Banco Central, já que níveis baixos de desemprego e renda elevada podem estimular o consumo e dificultar o processo de controle da inflação. A instituição se reúne na próxima semana para definir os próximos passos da taxa básica de juros, a Selic.



