A falta de água continua sendo motivo de preocupação para moradores de Tangará da Serra, em Mato Grosso. A interrupção do abastecimento prejudica a rotina das famílias, que dependem do fornecimento regular para preparar alimentos, tomar banho, lavar roupas e manter a higiene das residências.
O problema voltou ao centro das discussões após reclamações registradas em diferentes bairros do município. Em alguns casos, moradores relataram períodos prolongados sem água nas torneiras, situação que aumenta a preocupação com a qualidade de vida da população.
Moradores enfrentam dificuldades
A falta de abastecimento representa um desafio principalmente para famílias que não possuem caixas-d'água com capacidade suficiente para armazenar água por longos períodos.
Sem uma previsão segura para a normalização do serviço, os moradores precisam reorganizar suas atividades domésticas e buscar alternativas para atender às necessidades básicas. A situação também gera insatisfação entre consumidores que esperam regularidade no fornecimento.
Reportagem exibida pela TV Centro América em setembro de 2026 registrou o relato de uma família de Tangará da Serra que chegou a passar até 15 dias sem abastecimento em casa.
Vereadores cobram providências
A situação também mobilizou representantes do Legislativo municipal. Em reunião realizada em setembro de 2026, vereadores cobraram esclarecimentos da direção do Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) sobre as interrupções no fornecimento em diferentes regiões da cidade.
Durante o encontro, foi solicitada maior agilidade na instalação e no funcionamento de uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) modular, considerada importante para ampliar a capacidade de atendimento à população.
Segundo informações apresentadas na reunião, o sistema operava com capacidade de tratamento próxima de 340 litros por segundo, volume considerado próximo do limite operacional. A presença de algas na água também teria provocado obstruções nos filtros, exigindo manutenção e limpeza.
Ampliação do sistema é apontada como alternativa
Entre as medidas previstas para melhorar o abastecimento está a ampliação da capacidade de tratamento. A expectativa apresentada pelo Samae é elevar a produção para aproximadamente 500 litros por segundo com a nova estrutura.
Além disso, a autarquia vem desenvolvendo ações para ampliar a captação, melhorar o armazenamento e reforçar a distribuição de água tratada.
Apesar das iniciativas, moradores esperam que as medidas resultem em melhorias efetivas e duradouras, reduzindo as interrupções e garantindo maior regularidade no fornecimento.
População espera uma solução definitiva
A água é um serviço essencial e indispensável à saúde e à dignidade das famílias. Por isso, a população cobra respostas concretas e medidas capazes de resolver os problemas de abastecimento, especialmente nos bairros mais afetados.
Enquanto as obras e intervenções seguem em andamento, o desafio das autoridades municipais é garantir que os investimentos se traduzam em água chegando regularmente às torneiras dos moradores.
A expectativa é que a ampliação da estrutura de abastecimento contribua para reduzir os transtornos e evitar que famílias continuem enfrentando períodos prolongados sem acesso a um serviço básico.



