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SAÚDE Segunda-feira, 25 de Maio de 2026, 14:47 - A | A

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SEM PREVISÃO DE VENDA

Novo remédio para enxaqueca é aprovado e promete tratar e prevenir crises

Medicamento aprovado pela Anvisa age diretamente no mecanismo da dor

Tangará Online
Redação
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do medicamento Nurtec ODT, novo remédio indicado para o tratamento e prevenção da enxaqueca. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e representa a chegada ao Brasil de uma nova classe de medicamentos desenvolvidos especificamente para combater a doença.

Produzido pela farmacêutica Pfizer, o medicamento tem como princípio ativo o rimegepanto, substância que atua bloqueando a proteína CGRP, ligada à transmissão da dor e ao processo inflamatório provocado durante as crises de enxaqueca.

O principal diferencial do remédio, segundo especialistas, é unir tratamento e prevenção em um único comprimido oral. Diferente de outros medicamentos já disponíveis no mercado, que geralmente são aplicados por injeção, o Nurtec ODT dissolve na boca e pode ser utilizado tanto no início da crise quanto de forma preventiva, conforme orientação médica.

A neurologista Sara Casagrande, integrante da Sociedade Brasileira de Cefaleias, explica que o medicamento foi desenvolvido especificamente para a enxaqueca e apresenta vantagens em relação aos analgésicos tradicionais.

“Ele age diretamente no mecanismo inflamatório da enxaqueca e não provoca vasoconstrição, o que pode ser importante para pacientes com risco cardiovascular”, destacou.

As apresentações aprovadas pela Anvisa incluem cartelas com 2, 8 e 16 comprimidos de 75 mg. O registro do medicamento é válido até maio de 2036.

Estudos clínicos publicados na revista científica The Lancet apontaram que pacientes tratados com o medicamento apresentaram melhora significativa após duas horas do uso. Parte dos participantes ficou completamente sem dor e também houve redução de sintomas como náusea, sensibilidade à luz e ao som.

Os efeitos adversos mais relatados durante os testes foram náusea e infecção urinária, ambos considerados de baixa frequência.

O medicamento faz parte da classe conhecida como “gepants”, considerada uma das mais modernas no tratamento da enxaqueca. Apesar da aprovação, ainda não há previsão de preço ou data oficial para início da comercialização no Brasil.


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