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SAÚDE Sábado, 30 de Maio de 2026, 18:00 - A | A

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MAIS QUALIDADE DE VIDA

Novas técnicas para câncer de próstata são autorizadas e prometem menos impactos ao paciente

A medida do Conselho Federal de Medicina autoriza o uso de terapias focais menos invasivas, como ultrassom de alta intensidade e crioablação

Tangará Online
Redação
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O Conselho Federal de Medicina publicou uma resolução autorizando o uso de dois novos tratamentos para câncer de próstata no país. A medida libera a utilização de terapias focais por meio de ultrassom focado de alta intensidade e crioablação, técnica que destrói células tumorais através do congelamento.

As novas abordagens são consideradas menos invasivas em comparação aos tratamentos tradicionais e têm como principal objetivo reduzir efeitos colaterais como incontinência urinária e disfunção erétil, frequentemente associados à retirada parcial ou total da próstata.

Segundo o relator da norma, o urologista José Elêrton Secioso de Aboim, as técnicas não substituem o tratamento considerado padrão-ouro para a doença, mas podem apresentar bons resultados em casos específicos.

“É uma técnica menos invasiva, capaz de controlar ou até curar o câncer, com menos impactos negativos na qualidade de vida, especialmente em relação às funções sexual e urinária”, afirmou.

De acordo com a resolução, os novos tratamentos serão indicados para pacientes com câncer de próstata classificado como de risco intermediário favorável, unifocal e unilateral — quando o tumor está restrito a apenas um lado da glândula e apresenta menor possibilidade de disseminação.

As terapias também poderão ser utilizadas em pacientes previamente tratados com radioterapia externa e em alguns casos específicos de câncer de baixo risco. A indicação deverá ser feita exclusivamente por médico especialista.

O texto proíbe a utilização das técnicas em tumores classificados como de risco intermediário desfavorável, alto ou muito alto.

A resolução ainda estabelece protocolos de acompanhamento após o tratamento. Os pacientes deverão realizar exames de PSA — Antígeno Prostático Específico — a cada três meses durante o primeiro ano. Nos dois anos seguintes, o controle passará a ser semestral e, posteriormente, anual.

Além disso, também será necessária a realização de biópsia prostática entre seis e doze meses após o procedimento para avaliação da eficácia terapêutica.

O câncer de próstata é um dos tipos mais comuns entre homens no Brasil, e especialistas apontam que o diagnóstico precoce continua sendo fundamental para ampliar as chances de sucesso no tratamento.


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