Mato Grosso já contabiliza 55 casos confirmados de meningite e nove mortes provocadas pela doença em 2026, conforme dados atualizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O número de óbitos aumentou após a confirmação da morte de um bebê de três meses, morador de Tangará da Serra.
Os registros colocam este ano como o de maior incidência da doença nos últimos três anos no estado. Em 2024 foram confirmados 18 casos e, em 2025, outros 25. Apesar do aumento, a Secretaria de Saúde informou que não há indicativos de surto e que a situação segue sendo monitorada pela Vigilância Epidemiológica em conjunto com os municípios.
Os óbitos foram registrados em diferentes regiões de Mato Grosso. Sorriso e Sinop lideram as estatísticas, com duas mortes cada. Também houve registros em Cuiabá, Juscimeira, Vila Bela da Santíssima Trindade, Tangará da Serra e Glória D'Oeste.
A análise por faixa etária mostra que os casos fatais atingiram principalmente crianças entre 5 e 9 anos e adultos de 35 a 59 anos. Também foram registradas mortes entre adolescentes, jovens e idosos.
Diante do cenário, a SES reforça que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra a meningite. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente imunizantes que protegem contra diferentes agentes causadores da doença, especialmente para crianças e adolescentes.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser provocada por vírus, bactérias, fungos e outros micro-organismos, sendo as formas bacterianas e virais as mais relevantes para a saúde pública devido ao potencial de transmissão e à possibilidade de surtos.
Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos, rigidez na nuca, sonolência excessiva, sensibilidade à luz, alterações de comportamento e convulsões. Em bebês e crianças pequenas, também podem surgir irritabilidade, choro persistente e recusa alimentar.
A orientação das autoridades de saúde é para que qualquer pessoa que apresente sinais compatíveis com a doença procure imediatamente uma unidade médica. A secretaria também alerta para os riscos da automedicação e do uso de antibióticos sem prescrição profissional.
Segundo a SES, o monitoramento dos casos continuará sendo realizado de forma permanente para garantir resposta rápida diante de qualquer mudança no cenário epidemiológico do estado.



