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POLÍTICA Segunda-feira, 05 de Outubro de 2026, 12:05 - A | A

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‘NOSSAS LEIS SÃO FROUXAS’

Pivetta chama ataque contra vereador e família de “ato terrorista” e cobra justiça

Declaração foi feita durante caminhada de campanha, após vereador Wesley Cláudio e familiares sofrerem agressões e ameaças durante um assalto

Tangará Online
Redação

Mayke Toscano/Secom

Otaviano Pivetta vem marcando história à frente do Governo de MT

Otaviano Pivetta vem marcando história à frente do Governo de MT

O governador de Mato Grosso e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), classificou como “ato terrorista” o ataque sofrido pelo vereador Wesley Cláudio (Novo) e sua família, em Rondonópolis, a 212 quilômetros de Cuiabá. A declaração foi feita na quarta-feira (30), durante uma caminhada de campanha na cidade, dois dias após o crime.

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o vereador, a esposa e os dois filhos foram mantidos sob ameaça dentro da residência durante um assalto. O grupo exigia dinheiro e, durante a ação, as vítimas sofreram agressões físicas e psicológicas. O caso é investigado como roubo, tortura e restrição da liberdade.
Ao comentar o episódio, Pivetta afirmou que a população não aceita mais casos de violência dessa natureza e cobrou uma resposta das autoridades responsáveis pela investigação.

“Foi um ato terrorista, está sendo apurado. Já prenderam um dos integrantes dessa barbaridade. E a nossa polícia vai esclarecer isso nos próximos dois, três dias. O que nós queremos é justiça”, declarou o governador durante a agenda política.

A expressão “ato terrorista”, porém, foi utilizada por Pivetta para caracterizar a gravidade do episódio. Até o momento, as informações divulgadas sobre a investigação tratam o caso como uma ocorrência criminal envolvendo roubo, tortura e restrição da liberdade. Não há, nas informações disponíveis, indicação de que o episódio tenha sido formalmente classificado como crime de terrorismo pelas autoridades.
O crime aconteceu na madrugada de segunda-feira (28), quando criminosos invadiram a residência de Wesley Cláudio. Conforme informações registradas no boletim de ocorrência e divulgadas posteriormente, os suspeitos procuravam dinheiro e chegaram a exigir que o vereador entregasse R$ 1 milhão.

Durante a ação, o parlamentar foi agredido e sofreu um ferimento na cabeça após ser atingido com uma coronhada. Ele também teve parte da orelha direita cortada.

A esposa do vereador, Fabiula Moreira, também teria sido agredida e enforcada durante o assalto. Os dois filhos do casal, de 9 e 18 anos, estavam na residência e também foram ameaçados.

Um dos relatos que mais chamou atenção na investigação envolve o filho mais velho. Segundo as informações divulgadas, os criminosos ameaçaram cortar a mão do filho mais novo caso o pai não entregasse o dinheiro exigido.
Depois das agressões, os integrantes da família foram amarrados e trancados em um quarto. O filho mais velho conseguiu escapar pela janela e voltou à residência pela cozinha, onde conseguiu libertar os pais e o irmão.

Wesley e a esposa receberam atendimento médico e foram encaminhados ao Hospital Regional de Rondonópolis. Posteriormente, ambos receberam alta.

Os criminosos deixaram o imóvel levando dinheiro, celulares, joias e alianças. Segundo as informações divulgadas na investigação, o valor levado em dinheiro teria ficado em torno de R$ 42 mil.
Uma suspeita foi presa
As investigações avançaram nos dias seguintes ao crime. Uma mulher de 24 anos foi presa na terça-feira (29), suspeita de participação na ação.

Segundo as informações divulgadas pela investigação, ela teria fornecido apoio logístico aos envolvidos e disponibilizado um veículo utilizado durante o crime. Também é investigada por supostamente ter recebido parte do dinheiro e dos objetos roubados.

Durante a prisão, foram encontrados aproximadamente R$ 17 mil em dinheiro, uma aliança pertencente a uma das vítimas, dois capacetes e 15 munições de calibre .40, além de outros materiais.
A Justiça converteu a prisão em flagrante da suspeita em prisão preventiva durante audiência de custódia realizada na quarta-feira (30). A mulher é investigada por possível envolvimento no crime e, segundo informações publicadas sobre o caso, nega participação direta nas agressões.
Além dela, as investigações identificaram outros possíveis envolvidos. Um homem de 20 anos foi apontado como suspeito de participação na ação, mas permanecia foragido segundo as informações divulgadas na quarta-feira. A Polícia Civil também trabalhava para identificar os demais integrantes do grupo e esclarecer a participação de cada um.
Durante a caminhada em Rondonópolis, Pivetta utilizou o episódio para defender mudanças na legislação penal brasileira. O governador afirmou que, na avaliação dele, as leis atuais não são suficientemente rígidas diante da gravidade de determinados crimes.
“Nossas leis são frouxas”, afirmou.

Em seguida, o candidato defendeu que a discussão sobre segurança pública também seja levada ao Congresso Nacional, especialmente durante o período eleitoral.

“É hora também de eleger o Congresso Nacional, eleger senadores que tenham a coragem de mudar essas leis”, declarou.

A fala ocorreu durante uma agenda de campanha e foi apresentada pelo governador como uma defesa de alterações na legislação penal. Pivetta relacionou o debate sobre o caso de Rondonópolis à necessidade de mudanças nas regras que tratam da punição de crimes violentos.

A defesa de penas mais rígidas é uma posição política manifestada pelo candidato. Eventuais mudanças na legislação, contudo, dependem de aprovação pelo Congresso Nacional e de posterior sanção ou veto presidencial, conforme o processo legislativo.
O caso também provocou manifestação do prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira. Nas redes sociais, o prefeito afirmou que a cidade não aceita a violência e informou ter procurado o governador após tomar conhecimento do ataque.

“Rondonópolis não aceita a barbárie”, escreveu o prefeito em publicação nas redes sociais.
A cobrança por uma resposta rápida ocorreu enquanto as forças de segurança buscavam identificar e localizar os demais suspeitos. A investigação avançou com análise de imagens, levantamento de veículos e cruzamento de informações.

De acordo com informações divulgadas pela investigação, uma motocicleta que teria sido utilizada no crime foi localizada e periciada. Parte dos objetos e do dinheiro levados da residência também foi recuperada.

Apesar da prisão de uma suspeita e da identificação de outros possíveis envolvidos, a investigação ainda busca esclarecer toda a dinâmica do ataque, inclusive a participação individual de cada pessoa envolvida.

Outro ponto que permanece sob apuração é a origem da informação de que o vereador teria R$ 1 milhão em casa. Segundo relatos divulgados sobre o boletim de ocorrência, os criminosos demonstravam acreditar que havia esse valor na residência.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou que as forças de segurança seguem trabalhando para localizar os demais suspeitos. A Polícia Civil trata o episódio como uma investigação criminal e ainda deve reunir outros elementos antes de concluir a participação de cada investigado.
Enquanto a apuração prossegue, o ataque repercute no debate sobre segurança pública em Mato Grosso. A declaração de Pivetta colocou o caso no centro de sua agenda política em Rondonópolis e serviu de base para a defesa de mudanças na legislação penal.

A classificação do episódio como “ato terrorista”, entretanto, permanece como uma expressão utilizada pelo governador para descrever a violência do crime. O que está formalmente sob investigação são os crimes relacionados ao assalto, às agressões, à tortura e à restrição da liberdade das vítimas. A definição jurídica dos crimes e a eventual responsabilização dos envolvidos dependerão do avanço da investigação e das decisões das autoridades competentes.


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