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POLÍTICA Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 14:54 - A | A

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ENFRAQUECIMENTO DA INCLUSÃO

Ministro solicita análise em perdão a partidos por descumprimento de cotas raciais e de gênero

Julgamento no plenário virtual começa no próximo dia 19

Tangará Online
Redação
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O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 19 de junho o início do julgamento que poderá definir a validade da anistia concedida a partidos políticos que descumpriram regras de incentivo à participação de mulheres e pessoas negras nas eleições realizadas antes de 2022.

A análise será feita no plenário virtual da Corte, modalidade em que os ministros registram seus votos eletronicamente, sem debates presenciais. A votação permanecerá aberta até o dia 26 de junho.

A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade em conjunto com a Federação Nacional das Associações Quilombolas e questiona trechos da emenda constitucional que perdoou sanções impostas às legendas por falhas no cumprimento das cotas de financiamento e incentivo à participação política desses grupos.

Os autores da ação argumentam que a medida representa um retrocesso nas políticas afirmativas adotadas para ampliar a representatividade de mulheres e negros nos espaços de poder. Segundo eles, a anistia enfraquece mecanismos criados para corrigir desigualdades históricas no sistema político brasileiro.

Dados citados no processo apontam que, apesar de as mulheres representarem a maioria da população brasileira, sua participação nos cargos eletivos permanece abaixo da proporcionalidade populacional. O mesmo cenário é observado em relação à população preta e parda, que segue com representação reduzida nos parlamentos do país.

O julgamento chegou a ser iniciado no Supremo, mas acabou interrompido após a apresentação de divergência por parte de um dos ministros da Corte. O posicionamento foi acompanhado por outros integrantes do tribunal, levando à suspensão temporária da análise.

Agora, com a retomada do processo na pauta do STF, os ministros deverão decidir se a emenda constitucional que beneficiou os partidos permanece válida ou se as penalidades anteriormente aplicadas poderão ser restabelecidas.

A decisão é aguardada por entidades da sociedade civil, partidos políticos e especialistas em direito eleitoral, já que poderá influenciar futuras discussões sobre financiamento de campanhas e políticas de promoção da diversidade na representação política brasileira.

 


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