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POLÍTICA Segunda-feira, 13 de Julho de 2026, 08:51 - A | A

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"PRECISA ANALISAR COM CALMA"

Max Russi critica decreto de Abílio sobre tamanho de lotes e diz que medida pode ampliar déficit habitacional

Presidente da Assembleia Legislativa afirma que exigência de terrenos mínimos de 200 m² dificulta programas habitacionais

Tangará Online
Redação
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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos), manifestou-se contrário à proposta da Prefeitura de Cuiabá que estabelece área mínima de 200 metros quadrados para novos loteamentos na Capital. Na avaliação do parlamentar, a exigência pode dificultar o acesso à moradia popular e prejudicar programas habitacionais destinados às famílias de baixa renda.

Russi afirmou que a experiência adquirida durante sua gestão como prefeito de Jaciara mostrou que terrenos maiores nem sempre representam uma vantagem para a população. Segundo ele, lotes amplos costumam gerar dificuldades de manutenção por parte dos proprietários, favorecendo o acúmulo de água parada, mato alto e o aumento de focos do mosquito transmissor da dengue.

De acordo com o deputado, a administração pública acaba encontrando limitações para agir dentro de propriedades particulares, o que torna a conservação desses espaços um desafio constante para os municípios. Por isso, ele defende que o mercado e os próprios moradores tenham maior liberdade para definir o tamanho dos terrenos, desde que sejam respeitados parâmetros mínimos de urbanização.

O parlamentar também alertou que a ampliação da metragem mínima pode impactar diretamente projetos habitacionais voltados à população de menor renda. Para ele, restringir a construção de imóveis em lotes menores pode reduzir a oferta de moradias e ampliar o déficit habitacional existente.

Na avaliação de Russi, programas como o Minha Casa, Minha Vida, além de iniciativas estaduais e municipais de habitação, desempenham papel fundamental ao oferecer condições para que milhares de famílias conquistem a casa própria. Ele destacou que essas políticas públicas garantem segurança e estabilidade para quem hoje depende do aluguel.

Como exemplo, o presidente da ALMT citou projetos habitacionais voltados à terceira idade que estão sendo desenvolvidos no Estado, com residências compactas e adaptadas às necessidades dos moradores. Segundo ele, esse modelo demonstra que é possível oferecer qualidade de vida mesmo em terrenos menores.

Russi ressaltou ainda que um lote de aproximadamente 180 metros quadrados é suficiente para receber uma residência de cerca de 40 ou 50 metros quadrados, mantendo espaço para futuras ampliações, quintal e até pequenas hortas.

A declaração ocorre após o Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspender, por meio de decisão liminar, a eficácia do decreto municipal que fixava o tamanho mínimo dos terrenos em 200 metros quadrados. A medida foi questionada judicialmente pelo MDB e permanece sem validade até nova decisão da Justiça.


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