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POLÍTICA Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 14:57 - A | A

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MENOS DEPEDÊNCIA EXTERNA

Governo avalia elevar mistura de etanol na gasolina para 32% e reduzir importações

Proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética e pode ser analisada ainda neste mês

Tangará Online
Redação
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O governo federal pretende avançar na ampliação da participação do etanol na composição da gasolina vendida no país. A proposta, anunciada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prevê elevar de 30% para 32% o percentual de etanol anidro misturado ao combustível fóssil.

A medida deverá ser encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nos próximos dias e será analisada pelos integrantes do colegiado, responsável por definir diretrizes para o setor energético brasileiro.

O anúncio foi feito após reunião realizada no Palácio do Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representantes da cadeia produtiva do etanol. Segundo o ministro, a iniciativa surgiu a partir de demandas apresentadas pelo setor durante o encontro.

Caso seja aprovada, a mudança representará mais um avanço na política de ampliação dos biocombustíveis. Em 2024, o governo já havia autorizado o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 27% para 30%.

De acordo com estimativas apresentadas pelo Ministério de Minas e Energia, a nova elevação poderá reduzir significativamente a necessidade de importação de gasolina. A expectativa é que cerca de 450 milhões de litros do combustível deixem de ser adquiridos no mercado externo.

Além da diminuição da dependência internacional, o governo aposta na medida como instrumento para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, fortalecendo a estratégia de transição energética e ampliando o uso de fontes renováveis na matriz de combustíveis do país.

A proposta também é vista como uma forma de reforçar a segurança energética nacional, diminuindo os impactos de oscilações no mercado internacional de petróleo e de eventuais crises geopolíticas que possam afetar o abastecimento global.

A decisão final dependerá da deliberação do Conselho Nacional de Política Energética, cuja reunião deve ocorrer nas próximas semanas.


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