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POLÍCIA Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 13:09 - A | A

Segunda-feira, 08 de Junho de 2026, 13h:09 - A | A

"ESTOU BEM TRANQUILO"

Faissal Calil nega envolvimento em investigação da PF sobre venda de sentenças; veja

Parlamentar afirmou que recebeu agentes federais com tranquilidade e colaborou com todas as solicitações feitas na operação

Lucas Leite
Tangará Online
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O deputado estadual Faissal Calil (PL) negou qualquer participação em um suposto esquema investigado pela Polícia Federal que apura a venda de decisões judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O parlamentar foi um dos alvos da Operação Gemini, deflagrada na manhã desta segunda-feira (08), em Cuiabá.

Ao deixar sua residência durante o cumprimento dos mandados, o deputado afirmou ter recebido os agentes federais sem resistência e declarou estar colaborando com todas as solicitações feitas no decorrer da ação. Segundo ele, aparelhos e acessos pessoais foram entregues voluntariamente às autoridades.

Faissal disse ainda que aguarda mais informações sobre o andamento da investigação, mas reforçou que não possui qualquer ligação com práticas ilegais envolvendo integrantes do Judiciário. Ele também destacou que espera o esclarecimento dos fatos o mais rápido possível.

O parlamentar lembrou que, antes de assumir mandato eletivo, atuou no Tribunal de Justiça de Mato Grosso entre 2017 e 2018, período em que trabalhou no gabinete do desembargador afastado Dirceu dos Santos, também investigado na operação. Apesar disso, negou que essa relação profissional tenha qualquer ligação com as suspeitas apuradas pela Polícia Federal.

Durante a ação, foram realizadas apreensões de objetos e dispositivos eletrônicos em endereços ligados aos investigados. Entre os itens recolhidos estão bens de alto valor, como armas e um relógio de luxo, segundo informações divulgadas no âmbito da operação.

O deputado, no entanto, afirmou que tais objetos não foram encontrados em sua residência. Ele disse que apenas seu telefone celular foi apreendido e entregue com acesso liberado às autoridades.

“Não havia arma, não havia relógio de luxo, não havia nada disso na minha casa. O único item levado foi meu celular, entregue com senha e acesso ao iCloud”, declarou.

A Operação Gemini investiga um suposto esquema de negociação de decisões judiciais e possível lavagem de dinheiro envolvendo pessoas ligadas ao Judiciário mato-grossense. As apurações seguem sob sigilo.

A Polícia Federal não descarta novas fases da investigação.

 

Veja vídeo:

 


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