A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) passou a integrar, no currículo do ano letivo de 2026, ações pedagógicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher em toda a rede estadual de ensino.
A proposta tem como objetivo garantir que o tema não seja tratado de forma isolada, mas incorporado de maneira transversal às diferentes disciplinas, em consonância com as competências e habilidades previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Com a iniciativa, professores de áreas como Matemática, Física e Química também poderão contextualizar seus conteúdos para abordar o respeito, a dignidade humana e a igualdade de gênero, ampliando a compreensão dos estudantes sobre a relevância social do tema em diversos campos do conhecimento.
A intenção da Seduc é capacitar os docentes para integrar discussões sobre direitos humanos e convivência ética às aulas, unindo conteúdos técnicos às dimensões sociais da formação educacional.
De acordo com o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, a medida vai além do cumprimento de um cronograma pedagógico.
“Ao levarmos esse debate para dentro das salas de aula, do 4º ano do Fundamental ao Ensino Médio, não estamos apenas cumprindo um cronograma pedagógico, mas formando cidadãos mais humanos e conscientes”, afirmou.
Ainda segundo o secretário, é essencial que os estudantes compreendam a transversalidade do respeito e da dignidade humana.
“É fundamental que nossos jovens entendam que esses valores devem permear todas as áreas do conhecimento, da Matemática à Física”, completou.
Para apoiar a execução das atividades, a Seduc elaborou roteiros pedagógicos estruturados, com sequências didáticas específicas para estudantes do 4º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio. Cada componente curricular conta com indicação de bimestre para aplicação, alinhada às habilidades do Sistema Estruturado de Ensino (SEE).
A abordagem contínua do tema ao longo do ano letivo busca garantir consistência e aprofundamento das discussões, ao mesmo tempo em que oferece flexibilidade para que os professores adaptem e ampliem as atividades conforme a realidade de cada escola.
As propostas também são acompanhadas de materiais de apoio, com sugestões de conteúdos complementares e links externos, permitindo o aprofundamento do tema pelos educadores e fortalecendo o papel da escola na prevenção da violência contra a mulher.



