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ECONOMIA Sábado, 16 de Maio de 2026, 09:44 - A | A

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CONTAS PÚBLICAS

União desembolsa R$ 377 milhões para salvar Estados endividados e rombo já passa de R$ 87 bilhões

Tesouro aponta que recuperação dos valores ainda é baixa

Tangará Online
Redação
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A União desembolsou mais de R$ 377 milhões apenas no mês de abril para cobrir dívidas de Estados e municípios que não conseguiram honrar compromissos financeiros garantidos pelo governo federal. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional e revelam que, somente em 2026, o total já supera R$ 1,37 bilhão em pagamentos feitos pela União para evitar calotes de entes subnacionais.

O Estado do Rio de Janeiro foi o principal beneficiado, concentrando quase R$ 298 milhões do valor quitado no último mês. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com R$ 75,5 milhões, e o Rio Grande do Norte, que recebeu cerca de R$ 3,6 milhões em garantias honradas pela União. Municípios menores da Bahia e do Tocantins também entraram na lista de socorro financeiro.

No acumulado deste ano, o Rio de Janeiro segue como o maior responsável pelos valores cobertos pelo governo federal, somando mais de R$ 790 milhões, o equivalente a quase 58% de tudo que já foi pago pela União em 2026. O Rio Grande do Sul aparece logo atrás, com R$ 465 milhões.

Os números evidenciam a crise fiscal enfrentada por diversos Estados brasileiros, que continuam dependendo da União para evitar inadimplência em operações de crédito contratadas junto a instituições financeiras nacionais e internacionais.

Desde 2016, o governo federal já precisou desembolsar quase R$ 88 bilhões para quitar dívidas garantidas de Estados e municípios. Apesar da cifra bilionária, a recuperação desses recursos ainda é considerada baixa. Segundo o Tesouro, apenas cerca de R$ 6 bilhões retornaram aos cofres públicos ao longo dos últimos anos.

O principal motivo para essa dificuldade está relacionado aos regimes especiais de recuperação fiscal concedidos a Estados altamente endividados, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nessas situações, as cobranças e execuções das contragarantias ficam temporariamente suspensas, o que impede a União de recuperar rapidamente os valores pagos.


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