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ECONOMIA Quinta-feira, 02 de Julho de 2026, 16:28 - A | A

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IMPULSIONAMENTO E RECOMPOSIÇÃO

Indústria brasileira volta a crescer em junho, mas produção e vendas seguem em ritmo lento

Índice PMI retorna ao campo positivo após queda em maio

Tangará Online
Redação
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A atividade industrial brasileira voltou a apresentar crescimento em junho, interrompendo o desempenho negativo registrado no mês anterior. É o que aponta o Índice de Gerentes de Compras (PMI), que mostrou recuperação do setor, embora o ritmo de produção e de novas encomendas continue abaixo do esperado.

O indicador passou de 49,1 pontos em maio para 50,8 em junho. Como a marca de 50 pontos separa retração de expansão, o resultado indica uma leve melhora na atividade industrial.

Segundo o levantamento da S&P Global, a recuperação foi sustentada principalmente pela continuidade das contratações e pelo aumento dos estoques nas fábricas. A geração de empregos avançou pelo quinto mês consecutivo, enquanto as empresas reforçaram os estoques de matérias-primas e produtos acabados.

Apesar da melhora no índice geral, a demanda segue enfraquecida. Tanto a produção quanto os novos pedidos permaneceram em queda durante junho, refletindo, segundo as empresas consultadas, a redução do consumo, o ambiente competitivo e a desaceleração do mercado.

As exportações também continuaram em baixa, embora em ritmo menos intenso do que o observado no mês anterior. Os segmentos de bens de consumo, bens intermediários e bens de investimento registraram redução na produção e nas vendas ao mercado externo.

Outro fator que influenciou o resultado foi o aumento dos prazos de entrega de fornecedores. De acordo com a pesquisa, o atraso não está relacionado ao aumento da demanda, mas às dificuldades nas cadeias globais de abastecimento provocadas pelo conflito no Oriente Médio.

Os custos de produção continuaram pressionados, especialmente pelos preços de combustíveis, transporte e matérias-primas, embora a inflação dos insumos tenha desacelerado em relação aos meses anteriores. Os reajustes repassados aos consumidores também ocorreram em ritmo mais moderado.

Mesmo com o retorno do crescimento, o nível de confiança dos empresários caiu para o menor patamar dos últimos 14 meses. Entre as principais preocupações apontadas estão a concorrência, a demanda ainda fraca, as incertezas políticas e a volatilidade do cenário econômico internacional.

 


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