As exportações brasileiras de carne de frango alcançaram um marco histórico em maio ao ultrapassarem, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão em faturamento em um único mês. O resultado foi impulsionado pelo aumento do volume embarcado e pela ampliação das vendas para mercados estratégicos no exterior.
De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a receita obtida com os embarques de carne de frango in natura e processada chegou a US$ 1,009 bilhão, representando crescimento de 36,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O volume exportado também atingiu recorde para o mês de maio. Foram embarcadas 509,9 mil toneladas, avanço de 29,6% na comparação anual. Segundo a entidade, parte desse crescimento é explicada pela base de comparação mais baixa, já que os embarques registrados em maio do ano passado foram impactados por restrições relacionadas a um caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil exportou 2,453 milhões de toneladas de carne de frango, crescimento de 8,7% em relação ao mesmo período anterior. A receita somada no período alcançou US$ 4,714 bilhões, alta de 11,3%.
Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a ampliação da presença brasileira em mercados considerados estratégicos e de maior valor agregado, como Japão, União Europeia, Coreia do Sul e China.
A carne suína também registrou resultados expressivos. Em maio, as exportações do produto totalizaram 129,4 mil toneladas, maior volume já registrado para o mês e crescimento de 9% na comparação anual. A receita alcançou US$ 302,1 milhões, aumento de 3,8%.
Entre janeiro e maio, os embarques de carne suína somaram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1%. O faturamento acumulado chegou a US$ 1,546 bilhão, crescimento de 11,9% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a associação, o desempenho positivo das exportações de proteína animal reforça a competitividade do setor brasileiro no mercado internacional e a capacidade de diversificação dos destinos comerciais.



