A China se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O acordo foi anunciado pela Casa Branca neste domingo e marca uma nova tentativa de aproximação comercial entre as duas maiores economias do mundo após anos de tensão tarifária.
Segundo o comunicado oficial, o compromisso foi firmado durante reuniões entre o presidente americano Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping realizadas na última semana.
O valor bilionário não inclui os acordos anteriores relacionados à compra de soja americana assumidos pela China em 2025.
Além das compras agrícolas, o governo americano informou que Pequim também decidiu retomar as importações de aves oriundas de estados americanos considerados livres da gripe aviária pelo Departamento de Agricultura dos EUA.
Outro ponto considerado estratégico envolve o setor de carnes. Segundo a Casa Branca, a China concordou em trabalhar com autoridades regulatórias americanas para suspender restrições aplicadas a frigoríficos de carne bovina dos EUA.
Na última sexta-feira, os chineses já haviam renovado licenças de exportação de 402 frigoríficos americanos e autorizado outras 77 plantas para vender carne bovina ao mercado chinês. As habilitações estavam vencidas desde fevereiro e março do ano passado.
Com isso, os Estados Unidos passam a contar com 730 unidades autorizadas a exportar carne bovina para a China, embora 38 plantas ainda permaneçam suspensas.
A medida ocorre após forte queda no comércio agrícola entre os dois países. Dados do Departamento de Agricultura dos EUA apontam que as exportações agrícolas americanas para a China despencaram 65,7% em 2025, totalizando US$ 8,4 bilhões, reflexo direto da guerra tarifária travada entre Washington e Pequim.
O novo acordo também prevê a criação de um Conselho de Comércio EUA-China e de um Conselho de Investimento EUA-China, mecanismos que devem ampliar negociações bilaterais e tentar reduzir novos conflitos econômicos entre os dois países.



