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13/02/2019 10:54 G1

Após sofrer AVC, estudante supera doença e passa duas vezes para medicina em Roraima

Há dois anos, a estudante Katinayane Jaine da Silva Jolin, de 21 anos, estudava para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) quando viu seu sonho de infância ameaçado por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Hoje, dois anos depois, ela não só superou a doença como comemora a aprovação dupla para cursar medicina nas Universidades Federal e Estadual de Roraima, em Boa Vista.

A jovem morava em Cuiabá, capital do Mato Grosso, com a mãe, Vilma Aparecida, de 48 anos, quando foi vítima do AVC. Ela ficou com a parte direita do corpo paralisada e a família teve de fazer campanha na internet para pagar o tratamento de alto custo.

“Quando o médico veio falar comigo, três dias depois de estar internada, ele disse que ela não sobreviveria, pois o tipo de AVC que ela teve foi de tronco, que é o mais forte que existe. Eu saí desesperada pedindo para todos orarem por ela. Uma áudio que eu fiz pedindo bençãos viralizou no Mato Grosso, e todos se solidarizaram a ajudar, graças a Deus”, afirmou a mãe, Vilma.

A mãe de Katinayane conta que a ela foi internada durante três meses e logo após receber alta médica retomou os estudos.

“A princípio ela ficou frustrada, pois não tinha condições de escrever. Mas depois de um tempo ela já tinha voltado ao ritmo, com ajuda do pilates e cursinho, e eu já estava brigando com ela de novo por estar estudando até muito tarde, como antes”, afirmou.

 
Katinayane comemora vaga garantida na UERR  — Foto: Vilma Aparecida/Arquivo pessoal

Katinayane comemora vaga garantida na UERR — Foto: Vilma Aparecida/Arquivo pessoal

Com sequelas, a estudante teve que aprender a escrever com a mão esquerda em meio à sessões de fisioterapia e aulas no cursinho. Apesar de tantas dificuldades, ela se recusava a usar cadeira de rodas.

"Nunca pensei que ficaria inválida e depois de muita fisioterapia, ingressei em cursinho. Queria escrever com a mão direita, mas vi que o ritmo era muito intenso para movimentá-la, então pensei que uma solução mais rápida seria aprender a escrever com a esquerda”, explicou.

Mesmo com os médicos acreditando que não sobreviveria, ela relata que em nenhum momento deixou de pensar positivo e seguiu estudando. Agora, dois anos depois, ela conseguiu aprovação dupla, em terceiro lugar nos vestibulares das universidades, concorrendo por meio da cota de pessoa com deficiência.

"Eu já vi muitas pessoas, saudáveis inclusive, se depreciarem, subestimar a própria capacidade ou sentirem medo de tentar. Eu digo que há obstáculos difíceis, mas são superáveis. Tudo começa com aceitação e acreditar que é possível”.

Logo após a aprovação, a mãe e filha viajaram para Boa Vista, onde estão morando desde a última quinta-feira (7). A estudante já adiantou que deve optar pelo curso na UFRR.

"É ótimo poder me especializar naquilo que sempre quis. Sonho em me tornar médica desde criança, com especialização em neurologia, e vou conseguir".


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