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10/08/2018 17:55 folha max

Novacki pede para depor na Ararath

O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, requereu junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, para ser ouvido na investigação que apura uma possível tentativa de obstrução na Operação Ararath com a participação do próprio Novacki.

O pedido, solicitado na última terça-feira (7), é referente ao 2º relatório da Polícia Federal, que aponta que todas as provas colhidas "caracterizam ações tendentes a embaraçar as investigações".

De acordo com o MPF, o ínicio da tentativa de obstruir a operação Ararath começou com a indicação, por meio do ex-secretário Éder de Moraes Dias e Eumar Novacki, a contratação do advogado Sebastião Monteiro para fins de unificação da defesa dos empresários Júnior Mendonça, Genir Martelli e do então governador Silval Barbosa em 2013, com vistas a atender o interesse do senador Blairo Maggi (PP).

Porém, Novacki alega que todos os delatores, "lamentavelmente, falsearam os fatos, induzindo a PF e a PGR em gravíssimo erro", diz trecho da petição.

Novacki ainda alega que o encontro que teve com Luiz Martelli (já falecido), ocorreu 3 meses antes da 1ª fase da Ararath, deflagrada em novembro de 2013. "Portanto em momento anterior à deflagração da operação Ararath, conforme se depreende do registro fornecido pelo Senado Federal", explica.

"O requerente jamais frequentou o apartamento do falecido Luiz Martelli, nem, tampouco, procurou-o para sugerir a contratação do advogado Sebastião Monteiro", completa a defesa Novacki.

Investigação

De acordo com o relatório da Polícia Federal, embasado nas colaborações premiadas do ex-governador Silval Barbosa e dos empresários Gércio Marcelino Mendonça Junior (Júnior Mendonça) e Genir Martelli, logo após a 1ª fase da Operação Ararath em 12 de novembro de 2013, documentos apreendidos revelavam indícios que, entre 2009 e 2013, o grupo político do qual faziam parte Éder Moraes (principal articulador dos esquemas identificados no início das investigações), Blairo Maggi (ex-governador de Mato Grosso, senador licenciado e atual ministro da Agricultura), Silval Barbosa (seu sucessor no governo do Estado) e José Geraldo Riva (à época deputado estadual e um dos principais lideres na Assembleia Legislativa) - se valeu de operações financeiras clandestinas realizadas por intermédio das empresasde Júnior Mendonça.

Diante das provas carreadas aos autos - que, conforme se verificou após a colaboração de Júnior Mendonça, tinham aptidão de implicar Blairo Maggi - Éder Moraes e Eumar Novacki, pessoas próximas àquele, recomendaram a contratação do advogado Sebastião Monteiro para unificar as linhas de defesa de Júnior Mendonça, Silval Barbosa e Genir Martelli no interesse do então senador em exercício.

Além desses fatos, a PF investiga um suposto pagamento de R$ 6 milhões para que o ex-secretário Éder Moraes, para mudar o seu depoimento junto ao Ministério Público Estadual (MPE), e, a visita do senador Cidinho Santos (PR) no ano passado, quando o ex-governador Silval Barbosa estava preso e iniciava as tratativas para a sua delação premiada. Segundo a PF, a visita teria sido a pedido de Maggi, já que a notícia da possível delação de Silval já tinha sido divulgada amplamente pela imprensa.

Todos envolvidos negam as acusações a apontam contradições nos depoimento dos relatores.


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